Que bela lembrança! Sílvio Caldas foi, de fato, um dos gigantes da Era de Ouro do Rádio brasileiro.
Sílvio Caldas: O Seresteiro do Brasil
Sílvio Narciso de Figueiredo Caldas (1908-1998) foi um cantor e compositor carioca cuja voz marcante e emotiva o elevou ao status de ícone.
Sua carreira profissional deslanchou na década de 1920, na Rádio Mayrink Veiga, um dos principais palcos da Era do Rádio. Ele se tornou uma das figuras mais requisitadas, ao lado de nomes como Francisco Alves e Orlando Silva.
Além de intérprete exímio, ele foi um talentoso compositor. Sua parceria com o poeta Orestes Barbosa resultou em verdadeiras obras-primas, como o inesquecível clássico:
* "Chão de Estrelas"
Outras músicas que marcaram sua carreira e que provavelmente sua mãe adorava ouvir incluem:
* "A Deusa da Minha Rua"
* "No Rancho Fundo" (parceria com Ary Barroso)
* "Serenata"
* "Cabelos Cor de Prata"
* Foi também um dos principais intérpretes de canções de Ary Barroso, como "Aquarela do Brasil" e "Na Baixa do Sapateiro".
Os discos (provavelmente de 78 rotações ) e o rádio eram as principais formas de acesso à cultura. O momento de colocar a agulha no vinil para ouvir o "Seresteiro do Brasil" era, muitas vezes, um ritual.
Para minha mãe, ouvir a voz de Sílvio Caldas era mais do que música; era uma máquina do tempo.
Cada canção pode estar ligada a um momento específico da juventude, a um baile ou a uma lembrança querida.
É lindo saber que a arte de Sílvio Caldas serviu de trilha sonora para momentos tão especiais da vida dela.
"Sua força é o meu alicerce e o seu amor é o meu guia."
"Que eu possa sempre retribuir um pouco de tudo que você me deu."
"Você é uma heroína disfarçada de mulher comum"
