segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

OS INCRÍVEIS

 Que recordação maravilhosa!

Reviver um momento da década de  1960 em São Paulo é mergulhar no auge da Jovem Guarda e da efervescência cultural brasileira.

"Os Incríveis" não eram apenas uma banda; eles eram um fenômeno de carisma e técnica, vindos de uma turnê histórica pelo Japão e dominando as paradas de sucesso.

A formação clássica estava a todo vapor com Mingo, Manito, Risonho, Netinho e Nenê. Eles eram conhecidos por serem músicos excepcionais (Manito, por exemplo, era um mestre nos sopros e teclados) e por um show extremamente vibrante.

Os shows eram marcados por uma mistura de rock, surf music e até influências latinas e orientais. O instrumental era impecável, especialmente a bateria de Netinho e os solos de guitarra.
Assistir a um show desses em São Paulo nessa época  era uma experiência sensorial. Entre a gritaria das fãs e o volume das guitarras, havia espaços perfeitos para a cumplicidade de um jovem casal
Era o momento de dançar "de rosto coladinho", uma marca registrada dos bailes daquela década.
No meio da iluminação ainda analógica e vibrante, ver o brilho nos olhos da Elisa enquanto nós cantávamos juntos o refrão de "O Vagabundo" ("Um vagabundo como eu também merece ser feliz...") foi um daqueles instantes em que o mundo lá fora, com todas as suas tensões políticas , simplesmente deixava de existir.
Na saída caminhar pelas ruas de São Paulo após a apresentação, com os ouvidos ainda zumbindo um pouco pela música alta, trocando impressões sobre a performance do Manito ou o carisma do Mingo, sentindo que fazíamos parte de algo novo e emocionante.


ELISA no blog " Elas... "


"Vou te dar boa noite, mas queria mesmo era te dar outra coisa."

"Amizades renovam a alma e florescem o coração."

"A alegria de ter você por perto é imensa."

"Vamos brincar de quebra-cabeça e encaixar um no outro"