Que recordação maravilhosa!
Reviver a Piracicaba do início dos anos 1980 é mergulhar em uma fase de transição charmosa da "Noiva da Colina".Naquela época, a cidade equilibrava o crescimento industrial e universitário com aquele ar de interior que convida ao romance, especialmente à beira do rio.
Piracicaba era vibrante. A ESALQ e a UNIMEP fervilhavam com estudantes, o que trazia uma vida cultural intensa. O cheiro da cana-de-açúcar na época da safra fazia parte do DNA da cidade, e o burburinho se concentrava muito no Centro e na icônica Rua do Porto.
Mesmo antes da revitalização moderna, a Rua do Porto já era o refúgio clássico. Comer um peixe assado no tambor à beira do Rio Piracicaba, ouvindo o som da água e, muitas vezes, algum músico com violão tocando MPB ou seresta, era o ápice do romantismo piracicabano.
A região da Beira Rio começou a ganhar força com bares que ofereciam música ao vivo. Era comum ouvir sucessos de Guilherme Arantes, Ivan Lins e o início do Rock Brasil, que dominava as rádios FM da época.
Embora não fosse um local de música "fechado", o mirante do Salto era o ponto de encontro final de muitos passeios. O som ensurdecedor e majestoso da água caindo criava uma atmosfera única para conversas ao pé do ouvido.
Foi nesse ambiente que eu e Irene tivemos oportunidade de vivenciar momentos românticos incríveis e inesquecíveis .
"Matematicamente falando, você é o resultado da soma de todos os meus desejos".
"Parabéns! Você acaba de ganhar um vale-calcinha, venha tirar quando quiser."
"Você deve ter cafeína no corpo para tirar meu sono assim."
"Ao meu lado não vai faltar amor, e caso falte, nós podemos fazer."
