quarta-feira, 15 de abril de 2026

CAMPOS ( RJ )

Campos dos Goytacazes no início da década de 1980 era uma cidade pulsante, vivendo o auge do ciclo do petróleo e mantendo ainda a imponência de sua tradição açucareira.
A atmosfera misturava o charme das construções históricas com a energia de uma capital regional em plena expansão.

A cidade exalava uma elegância clássica. O Centro Histórico, com seus casarões e o imponente Teatro Trianon(que na época passava por transições até sua reconstrução posterior), era o cenário perfeito para caminhadas de mãos dadas.
Praça São Salvador:O coração da cidade, onde o vaivém das pessoas e as luzes da Catedral criavam um cenário cinematográfico para conversas de fim de tarde.

O Rio Paraíba do Sul:Cruzar as pontes da cidade, especialmente ao entardecer, oferecia uma vista romântica com o reflexo das luzes na água, um momento de quietude em meio ao agito urbano.
A noite campista nos anos 80 era famosa pela sofisticação e boemia. Foi nessa ocasião que estive com Irene em Campos. 

Fomos a restaurantes que eram referências de boa gastronomia, onde o serviço era impecável e o ambiente convidava a confidências. 
O clima era de celebração, com brindes que marcavam a alegria de estarmos descobrindo um lugar novo juntos.

Cada brinde em um barzinho ou cada música dançada coladinho em alguma das casas noturnas da Pelinca (que já despontava como reduto de lazer) reforçava a sintonia entre nós. 
Era uma época de descobertas, onde o simples fato de explorar ruas desconhecidas se tornava uma aventura romântica inesquecível.

Campos, com sua mistura de "metrópole do interior" e hospitalidade fluminense, serviu como o palco ideal para que eu e Irene criássemos memórias repletas de carinho, elegância e aquela nostalgia gostosa que só os bons tempos proporcionam.





"Te espero em casa com o mínimo de roupa possível, até lá só imagine." 

"Seu jeito me desmonta completamente."

"Feroz e forte para não ter que contar com a sorte".



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