Em 1979, o município de Prado, no extremo sul da Bahia, era um refúgio de tranquilidade absoluta
ainda preservando a essência de uma vila de pescadores.
A região começava a ser descoberta por viajantes em busca de paz e natureza intocada.
As praias da região, como a Praia do Centro ou a Praia do Novo Prado, eram marcadas por extensas faixas de areia clara, águas mornas e os famosos paredões de falésias coloridas que emolduravam o cenário.
Ficamos acampados numa área de camping, com uma pequena infraestrutura
Sem a eletricidade plena e o asfalto que chegaria anos depois, as noites em Prado eram dominadas pelo som das ondas e pelo céu estrelado, proporcionando um ambiente de silêncio e introspecção
A estadia com Terezinha em 1979 é visualizar um roteiro de cumplicidade que hoje é raro encontrar.
O sol nascendo sobre o Atlântico, refletindo nas águas calmas, enquanto passeávamos descalços pela areia molhada, sentindo a brisa leve do Nordeste.
Sem as distrações modernas, o foco era total um no outro.
O balanço dos coqueiros e o barulho da maré serviam como trilha sonora para os momentos de descanso e afeto .
Prado, naquele fim de década, era o cenário ideal para selar memórias e fortalecer laços, funcionando como um verdadeiro santuário romântico onde o mundo exterior parecia não existir
"Você tem ideia do efeito que tem em mim?"
"Você apareceu e virou meu mundo de cabeça pra baixo… do melhor jeito."
"Não consigo parar de pensar em nós dois juntos."
