O início dos anos 1980 foi uma época de ouro para a música brasileira e o cenário perfeito para embalar grandes momentos a dois.

Foi exatamente nessa fase que Sandra de Sá surgiu com uma força avassaladora, projetando uma voz potente, grave e cheia de soul, que logo a consagrou como a grande rainha do samba-funk e da black music nacional.
A Ascensão na Década de 1980
• 1980: Sandra despontou nacionalmente no festival MPB Shell da TV Globo interpretando "Demônio Colorido", de sua própria autoria. A canção virou um sucesso imediato e abriu as portas para seu álbum de estreia (Demônio Colorido).
• 1982: Lançou o álbum Sandra Sa, trazendo o inesquecível clássico "Vale Tudo" (composto por Tim Maia), uma música que virou hino de liberdade e celebração.
• 1983: Com o disco Valeu, consolidou de vez sua posição nas paradas de rádio, unindo ritmos dançantes a baladas marcantes.
• 1986: Lançou um de seus maiores sucessos da década, a emblemática "Retratos e Canções", além de "Joga Fora", faixas que tocaram à exaustão em todas as rádios do país.
O repertório da cantora tinha o equilíbrio exato entre o ritmo contagiante para dançar junto e o romantismo envolvente para ouvir bem perto. Músicas como a melancólica e suave "Retratos e Canções", a envolvente "Olhos Coloridos" (que mesmo sendo um hino de orgulho, tem um balanço irresistível para se curtir a dois) e canções de puro afeto como "Bye Bye Tristeza" (que viria no fim da década) marcaram época.
Ouvir Sandra de Sá nos anos 80 ao lado de quem se gosta era compartilhar da energia transbordante que ela passava no palco e no rádio — uma mistura de paixão, alma e nostalgia que continua viva na minha memória com Sandra.
"Eu e essa ousadia minha… Vem que você pira."
"Se está à toa, vem que comigo que é uma boa!"
"Não nega que você sempre me quis…
Loucure-se!"