Nos meados da década de 1980, Coronel Sapucaia vivia um período de intensa efervescência.
Sendo uma cidade de fronteira, colada à paraguaia Capitán Bado, o clima era de um dinamismo único, onde o português e o guarani se misturavam pelas ruas e o comércio fervilhava.
Participar de uma campanha política nessa época significava mergulhar em um cenário de muita paixão cívica.
O Brasil vivia o processo de redemocratização, e cidades do interior do Mato Grosso do Sul sentiam esse vigor.
As campanhas eram feitas de comícios em praças públicas, carreatas barulhentas e muita música.
A cidade ficava colorida, com bandeiras e o povo nas ruas discutindo o futuro da região.
Influência Cultural: O som que dominava as rádios e as festas era uma mistura do sertanejo raiz, a polca paraguaia e o chamamé, criando uma trilha sonora nostálgica e vibrante para quem circulava por ali.
Em meio ao agito dos palanques e das reuniões políticas, os momentos com Marta ganhavam um valor especial. Eram os "refúgios" dentro de uma agenda cheia.
Após o barulho dos foguetes e discursos, o silêncio da noite sul-mato-grossense permitia conversas profundas.
O céu do interior, geralmente muito estrelado, servia de moldura para caminhadas onde o foco deixava de ser a política e passava a ser apenas o que havia entre nós.
"Imagino cada coisa enquanto te escrevo, que nem te conto."
"Desde que te vi, meu corpo não para de desejar o seu."
"A noite está apenas começando. Vem comigo desvendar os mistérios."

