sexta-feira, 24 de abril de 2026

MARTINHA

Essa é uma das memórias mais bonitas que alguém pode guardar: o cenário clássico dos anos 1960, onde o portão de casa era o centro do mundo.

Naquela década, o tempo parecia passar em uma velocidade diferente. Conversar no portão era um ritual de conquista.
Não havia a pressa das mensagens instantâneas; havia o olhar, a espera e a música compartilhada.


          MARTINHA - JOVEM GUARDA

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O portão funcionava como uma fronteira entre o mundo da família e o mundo das descobertas pessoais.

A Jovem Guarda não foi apenas um movimento musical, foi o primeiro grande fenômeno comportamental dos jovens brasileiros. Era o tempo do "brasa", do "mora" e de um romantismo ingênuo, mas muito profundo.

Lembrar de Martinha traz um tom de doçura especial. Ela era uma das vozes mais sentimentais da época. Músicas como *"Eu Te Amo Mesmo Assim"* ou *"Barra Limpa"* traduziam exatamente esse sentimento de estar apaixonado e de querer estar perto.


A voz dela tinha uma melancolia suave que combinava perfeitamente com o entardecer de uma conversa de portão.


As letras falavam de encontros, de cartas de amor e de pequenos dramas da juventude que, para quem vivia, eram as coisas mais importantes do universo.

Ouvir música juntos era uma forma de dizer o que as palavras ainda não alcançavam. Quando uma canção da Martinha ou do Roberto Carlos tocava, as letras serviam de porta-voz para os nossos sentimentos

Essas vivências como as minhas com Maely, formaram a base de muitas das grandes histórias de amor e amizade daquela geração.

Esses momentos no portão com Maely tinham uma magia que as gerações de hoje muitas vezes tentam entender. Era o romantismo da presença.


É um privilégio guardar um retrato tão vívido de um tempo onde a felicidade podia ser encontrada apenas no balanço de uma música e em uma conversa de portão.



MAELY no blog " Elas... " 

"Prometemos nos amar pra sempre.Sem saber se era amor ou paixão . Mas era coisa de adolescente. Era tudo uma triste ilusão."

⁠"Já fui um adolescente apaixonado.O tempo passou e deixei de ser adolescente"

"O amor adolescente é como uma borboleta. Morre numa semana. Porém, se transforma como a criança.Nasce a cada amanhecer"