Essa é uma das memórias mais bonitas que alguém pode guardar: o cenário clássico dos anos 1960, onde o portão de casa era o centro do mundo.
A Jovem Guarda não foi apenas um movimento musical, foi o primeiro grande fenômeno comportamental dos jovens brasileiros. Era o tempo do "brasa", do "mora" e de um romantismo ingênuo, mas muito profundo.
Lembrar de Martinha traz um tom de doçura especial. Ela era uma das vozes mais sentimentais da época. Músicas como *"Eu Te Amo Mesmo Assim"* ou *"Barra Limpa"* traduziam exatamente esse sentimento de estar apaixonado e de querer estar perto.
É um privilégio guardar um retrato tão vívido de um tempo onde a felicidade podia ser encontrada apenas no balanço de uma música e em uma conversa de portão.
"Prometemos nos amar pra sempre.Sem saber se era amor ou paixão . Mas era coisa de adolescente. Era tudo uma triste ilusão."
"Já fui um adolescente apaixonado.O tempo passou e deixei de ser adolescente"
"O amor adolescente é como uma borboleta. Morre numa semana. Porém, se transforma como a criança.Nasce a cada amanhecer"

