Falar de Francisco Alves é mexer com a memória afetiva mais profunda do Brasil .
Ele não foi apenas um cantor popular; ele foi batizado de **"O Rei da Voz"** e se tornou o primeiro grande ídolo de massas do país, reinando absoluto no rádio e no mercado de discos.
Os pesados discos de 78 rotações guardados com zelo, o ritual de ligar a vitrola ou o rádio de válvula, o chiado característico da agulha tocando o vinil e, de repente, aquela voz potente, aveludada e perfeitamente afinada preenchendo a sala. Ouvir Francisco Alves era um acontecimento.
A Trajetória do Rei
Francisco Alves (1898–1952) começou a gravar ainda na era mecânica, mas foi o pioneiro na gravação elétrica no Brasil, em 1927.
Ele tinha uma percepção comercial e artística absurda.
Foi ele quem gravou o primeiro samba moderno da nossa história (*"Pelo Telefone"*), quem lançou canções imortais como "Aquarela do Brasil" (de Ary Barroso) e quem deu voz às marchinhas e sambas-canção que embalavam os corações apaixonados e as calçadas do Rio de Janeiro.
Ele transitava pelo drama, pelo romantismo e pela alegria do Carnaval com a mesma facilidade. Era o artista mais bem pago do país e arrastava multidões por onde passava
Ter esses discos em casa, como minha mãe, era ter um pedaço do maior tesouro cultural daquele tempo.
Francisco Alves moldou o que hoje entendemos por música popular brasileira.
"Mãe, sinônimo de amor, proteção e gratidão."
"Na volta a gente compra."
"Mãe , você está sempre em minha mente e em meu coração."
