Falar de Djavan é mergulhar em um universo onde a música brasileira se torna sofisticada, mas sem perder o balanço que vem das ruas e dos terreiros.
Para quem, como eu e Sirley, escolhemos as canções dele como trilha sonora para momentos românticos, a escolha não poderia ser mais precisa: ele tem o dom de transformar o cotidiano em poesia pura.
Djavan Caetano Viana saiu de Maceió carregando o sonho de ser músico (e quase o de ser jogador de futebol, já que chegou a atuar no CSA). Quando chegou ao Rio de Janeiro na década de 70, começou como *crooner* de boates, mas logo mostrou que sua caneta era diferenciada.
Em 1976, ele estourou com o álbum *A Voz, o Violão, a Música de Djavan*. Dali saiu **"Flor de Lis"**, uma música que todo brasileiro sabe cantar, mas que carrega uma harmonia complexa que até músicos experientes respeitam.
Nos anos 80, ele se tornou uma estrela internacional. Gravou com Stevie Wonder em **"Samurai"** e lançou hits que fundiam o jazz e o pop com ritmos brasileiros, como **"Sina"**, **"Lilás"** e **"Pétala"**.
* **O Poeta do Amor:** Nos anos 90 e 2000, ele entregou hinos como **"Oceano"** e **"Eu Te Devoro"**, consolidando-se como o artista que melhor descreve o desejo e a entrega.
É fácil entender por que as músicas dele embalaram nossos momentos com Sirley.
O "Djavanear" (verbo que os fãs criaram) é exatamente isso: deixar-se levar por letras que falam de amor de um jeito único.
A música de Djavan tem essa capacidade de criar uma atmosfera íntima. Ele não fala apenas de "beijar" ou "amar", ele fala de *"te devorar"* e de como o amor pode ser um *"milagre"*.
Certamente, cada vez que uma dessas melodias toca, as memórias com Sirley ganham uma cor e um ritmo especiais.
"A castidade é a mais anormal das perversões sexuais."
"Sua voz tem o poder de incendiar minha imaginação."
"O jeito que você me olha faz minha pele arrepiar."

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