No início da década de 1980, Aquidauana vivia um período áureo como a verdadeira "Princesa do Sul", consolidando-se como o principal entreposto para quem buscava desbravar o Pantanal Sul.
A vida social girava em torno da Praça da Matriz e do comércio local. Era uma cidade de fronteira agrícola e pecuária em expansão, onde o sotaque pantaneiro era onipresente.
O Rio Aquidauana, com suas águas avermelhadas e praias de areia branca que surgiam na seca, era o ponto de encontro principal.
Muitos viajantes ainda utilizavam o trem, uma viagem nostálgica que atravessava o cerrado antes de chegar à planície inundável. A rodovia BR-262 também já era a via de acesso principal, mas com uma infraestrutura muito mais rústica que a atual.
Naquela década, o turismo no Pantanal era muito mais voltado para a contemplação rústica e para a pesca esportiva do que para o luxo das pousadas ecológicas modernas.
Os passeios eram feitos em picapes adaptadas ou jipes que enfrentavam as estradas de terra (muitas vezes intrafegáveis nas cheias).
O foco era observar a abundância de jacarés, capivaras e as enormes revoadas de tuiuiús, que eram símbolos onipresentes.
Subir ou descer o rio Aquidauana barcos pequenos (voadeiras) era obrigatório.
O trajeto revelava a mata ciliar preservada, onde era comum avistar araras azuis e, com sorte, a onça-pintada, que na época era um avistamento muito mais raro e místico do que hoje.
A rotina incluía acompanhar a lida com o gado, comer a comida campeira feita no fogão a lenha e ouvir as histórias dos peões ao redor da roda de tereré.
Aquidauana era um segredo compartilhado por viajantes que buscavam isolamento e uma natureza quase intocada.
O silêncio da noite pantaneira, era quebrado apenas pelo som dos bichos.
O tempo parece ter parado entre as margens do Pantanal. Sob o manto dourado do entardecer em Mato Grosso o mundo se resume ao balanço suave deste barco de madeira e ao calor do abraço com Leda.
Neste refúgio de águas tranquilas e natureza viva, cada respiração compartilhada é uma promessa silenciosa.
É a conexão pura, o toque que nos arrepia e a paz de saber que, no meio da vastidão, meu destino é você. Nosso amor, Leda, foi calmaria e poesia.
"Amizade íntima é aquela que reserva segredos (e prazeres) só nossos".
"Quero sentir sua boca percorrendo cada parte do meu corpo agora".
"Melhor uma amizade verdadeira com sexo, do que um amor de mentira com carinho"

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