Marisa Monte é, sem dúvida, uma das artistas mais completas da música brasileira, com uma carreira que une o rigor técnico do canto lírico à alma do samba e do pop.
Com mais de 35 anos de estrada, Marisa construiu uma ponte única entre gerações:
Começou a estudar canto aos 14 anos e chegou a morar na Itália para estudar bel canto. Estreou com o sucesso estrondoso de *"Bem Que Se Quis"* no final dos anos 80.
Ao lado de Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown, formou o fenômeno Tribalistas, que marcou o início dos anos 2000.
Filha de Carlos Monte, ex-diretor da Portela, ela sempre manteve uma conexão profunda com as raízes do samba, revitalizando obras da Velha Guarda da escola.
O show que assistimos fez parte da aclamada turnê **"Portas"**, que marcou o retorno de Marisa aos palcos após a pandemia.
Naquela noite, o clima de romance foi inevitável, já que o repertório de Marisa é recheado de canções que falam diretamente ao coração.
Assistir a clássicos como *"Ainda Bem"*, *"Beija Eu"* ou as novas faixas do álbum *"Portas"* ao lado de Ruby criou uma atmosfera de muita cumplicidade.
"Um beijo vale mais que mil palavras, e eu gostaria de escrever um livro em seu corpo".
"Sou o pecado que você quer cometer".
"Sonhei com você, e como o sonho era meu, transamos".

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