terça-feira, 3 de março de 2026

MARATAÍZES

Falar de Marataízes no final da década de 1970 é evocar a "Época de Ouro" da nossa Pérola do Sul.


Naquele tempo, Marataízes não era apenas uma praia; era o destino, o ponto de encontro da elegância e da boemia de todo o Espírito Santo (e muito frequentada pelos mineiros e o pessoal de Cachoeiro).

Relembrar de ir com Teresa Cristina de Vitória para descer o litoral sul é visualizar um cenário de descobertas e um romantismo solar.

Nessa época, a cidade exalava um charme que misturava a rusticidade das vilas de pescadores com o agito dos veraneios badalados.

* O Hotel Praia: Era o grande ícone arquitetônico. 

 Era o símbolo de uma Marataízes imponente.

* O Ciclo do Abacaxi: O perfume de abacaxi "Pérola" tomava conta do ar em certas épocas. Era comum ver os caminhões carregados e as bancas vendendo a fruta docíssima.

* A Praia da Colônia e do Centro: O mar era o grande protagonista. No final dos anos 70, a orla ainda era muito preservada, com as castanheiras oferecendo aquela sombra generosa para esticar a esteira e conversar por horas.

Os momentos com Teresa Cristina

 * O Clássico da Lagoa do Siri: Um passeio obrigatório. O encontro da água doce com a salgada era o lugar perfeito para um banho demorado .

E depois dividindo um peixe frito ou um siri catado em uma das mesinhas simples, com os pés na areia e a brisa do mar selando o dia.

* As Falésias de Marataízes: Talvez o ponto mais poético. Caminhar com Teresa Cristina ao pé daquelas enormes paredes de terra colorida, com o mar batendo logo ali, trazia uma sensação de isolamento do resto do mundo.

Era o lugar ideal para fotos que, com certeza, ficaram lindas com o contraste do azul do céu e o laranja das falésias.

* O Pôr do Sol no "Pontal": Assistir ao sol se esconder no Rio Itapemirim, onde ele encontra o mar, era um espetáculo gratuito e emocionante. A luz dourada refletida na água criava o clima perfeito para um abraço mais apertado.

 * A Noite em Marataízes: No final da década de 70, o movimento noturno era vibrante. 

Seja o som de uma banda local ou apenas caminhado pela orla iluminada, sob o luar, sentindo a energia de uma cidade que nunca parecia dormir no verão.

Marataízes era o refúgio onde o tempo parecia passar mais devagar para quem estava apaixonado.



TERESA CRISTINA no blog   

  "Te decifrar virou meu passatempo favorito". 

 "Sonhei algo bem picante com você ontem". 

 "Adoro imaginar sua boca explorando meu corpo". 


REGINALDO ROSSI

 Falar de Reginaldo Rossi é abrir um portal direto para a nostalgia, o romantismo sem filtros e, claro, aquela "dor de cotovelo" que só o Rei do Brega sabia transformar em hino.

É fácil me lembrar de Ioná em Londrina, no início dos anos 90. A cidade, com aquele clima que mistura o fervor universitário com o ar de interior paranaense, era o cenário perfeito para embalar um romance ao som de sucessos que estavam no auge ou se tornando clássicos imortais.

Reginaldo Rossi não era apenas um cantor; ele era um showman completo. Embora tenha começado no Rock and Roll (influenciado por Elvis e a Jovem Guarda), ele encontrou sua verdadeira voz ao abraçar o sentimento popular.

* O Auge dos Anos 90: Foi justamente nessa época que ele reafirmou sua majestade. Músicas como "Garçom" (lançada em 1987, mas onipresente na década de 90) e "A Raposa e as Uvas" viraram trilhas sonoras obrigatórias de qualquer encontro regado a conversas e sentimentos à flor da pele.
 * A Voz do Povo: Reginaldo falava de amor de um jeito direto. Ele tirou o estigma da palavra "brega", transformando-a em sinônimo de autenticidade. Para casais como nós, eu e Ioná, ele oferecia a melodia perfeita para celebrar a união ou até para rir das pequenas desventuras do coração.
Além do romance, havia a boemia. Rossi trazia uma alegria contagiante que certamente deixava os momentos com a Ioná mais divertidos e menos solenes .
É gratificante ver como a música consegue preservar o frescor de uma época e de um relacionamento. Aqueles dias em Londrina podem ter passado no calendário, mas a "festa" do Reginaldo Rossi continua viva na memória 



IONÁ no blog " Elas... "

"Quando você está por perto, a tentação se torna minha única companhia".

"Se eu sorrir para você, você não terá para onde".

"Vontade que tenho, ter você em mim". 

domingo, 1 de março de 2026

BEATRIZ 15 ANOS

 🌸 Quinze Primaveras !!!

Parece que foi ontem que o mundo ganhou mais cor com a sua chegada. Olhar para as fotos desta celebração de 15 anos é como folhear um livro de memórias onde cada capítulo é mais bonito que o anterior. 
       

Ver a transformação nesta jovem mulher, cheia de luz, sonhos e personalidade, é um dos maiores privilégios .

Nesta transição mágica, as brincadeiras de criança dão lugar aos planos de futuro, mas a doçura do seu olhar permanece a mesma.

Estes registros não capturam apenas um vestido bonito ou uma festa iluminada; eles eternizam o desabrochar de uma flor que cultivamos com todo o amor do mundo













Que a vida seja sempre generosa com você Bia. Que você caminhe com coragem, dance com alegria e nunca se esqueça de que terá sempre em mim um porto seguro e um fã fervoroso. Que estes 15 anos sejam apenas o começo de uma jornada extraordinária!

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FILHAS E FILHO

sábado, 28 de fevereiro de 2026

BARRA BONITA (SP)

 No início da década de 1970, Barra Bonita não era apenas um destino turístico; era uma promessa pioneira. 


Nessa época, o turismo fluvial ainda era uma novidade absoluta no Brasil. O clima era de descoberta.

O passeio de barco foi no lendário Xumbury. Ele era o pioneiro. Não eram as grandes embarcações de luxo de hoje, mas sim barcos com um charme rústico, onde o barulho do motor e o balanço da água criavam uma atmosfera de aventura compartilhada.

A eclusa de Barra Bonita foi inaugurada oficialmente em 1973. Fomos um pouco antes e vimos a grandiosidade da obra sendo finalizada — um símbolo de modernidade que contrastava com a calmaria do interior. 

* O Som da Época: No rádio do carro ou nos alto-falantes da cidade, o romantismo era embalado por Roberto Carlos (no auge com Detalhes ou o Calhambeque ) e a suavidade de Nelson Ned. Era uma trilha sonora feita sob medida para olhar a paisagem ao lado da Elisa.
A Viagem de Carro: Ir de São Paulo para o interior no início dos 70 era uma jornada. Um Corcel com janelas abertas, o vento bagunçando o cabelo, mapas de papel abertos no colo da Elisa e paradas em postos de beira de estrada para tomar um café com pão de queijo.
Comer um peixe fresco em um restaurante simples à margem do rio, observando os pescadores locais e o brilho do sol no Tietê — que naquela região sempre foi um rio majestoso e limpo.

A Ponte Campos Sales.Naquela época, a ponte era o grande cartão-postal. Cruzá-la de mãos dadas, sentindo a vibração do metal sob os pés, era o cenário perfeito para uma foto ( cujas fotos vocês só veriam semanas depois).

* O Pôr do Sol no Porto: O céu do interior paulista tem um tom de laranja único. Assistir ao sol se pôr atrás das águas, com a cidade começando a acender as luzes amarelas, era o momento de silêncio e cumplicidade que selava o dia.

Nota Histórica: No início dos anos 70, Barra Bonita ainda mantinha muito de sua arquitetura ferroviária e portuária original, dando ao passeio um ar de "viagem no tempo" que hoje é pura nostalgia.

Elisa estava radiante com a novidade desse passeio, não é? Barra Bonita era o lugar onde o progresso encontrava a paz do campo.


ELISA no blog " Elas... "


" Minha vibe atrai minha tribo." 

"Você não é forno, mas está fazendo um calor aqui...".

"Aqui para causar, não para agradar."

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

JAMELÃO

 Falar de Jamelão é falar de uma das vozes mais potentes e singulares que o Brasil já produziu .

Ele não apenas cantava; ele impunha uma elegância ancestral em cada nota, fosse no desfile da Mangueira ou na penumbra de uma mesa de bar.
É fascinante imaginar como a voz dele serviu de trilha sonora para os momentos  com Carmem. Há algo na densidade daquele barítono que transforma qualquer encontro em um evento cinematográfico.
José Bispo do Paiva, o nosso Jamelão, foi muito além do título de "intérprete de samba-enredo". Ele era um mestre da interpretação emocional.

Por mais de 50 anos, ele foi a voz oficial da Mangueira. O interessante é que ele detestava o termo "puxador"; para ele, quem puxava era carroça ou fumo. 
Ele era o cantor da escola.
Fora do Sambódromo, Jamelão dominava a "fossa" e o romantismo. Sua interpretação de clássicos como Lupicínio Rodrigues é insuperável. Ele trazia uma dor contida, sem exageros, que atingia o ouvinte em cheio.
Transitou entre o samba de terreiro e as orquestras de rádio com uma facilidade impressionante, mantendo sempre aquele timbre grave e aveludado que é sua marca registrada.
A música tem esse poder de "congelar" sentimentos no tempo, quando o disco começava a rodar, o ambiente mudava. 
A voz dele preenchia os espaços vazios, permitindo que o silêncio entre vocês dois fosse confortável, e não estranho.

> "Esses moços, pobres moços... Ah, se eles soubessem o que eu sei."
> 
Essa frase, na voz dele, soa como um conselho de quem já viveu grandes paixões, abençoando nossos momentos. 
É muito bonito ver como a arte de um mestre se entrelaça com nossa história pessoal . Jamelão trouxe a sofisticação, e afeto para mim e Carmem. 

CARMEM no blog " Elas.... "


"Quero testar na vida real o quão bom você é no que faz nos meus pensamentos"

"Seus olhos têm um jeito de me despir antes mesmo de me tocar."

"Você não é Wi-Fi, mas sinto uma conexão muito forte entre a gente.". 



quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

GRUPO ABBA

É impossível pensar nessa época sem visualizar o brilho do cetim e o som sintetizado que o quarteto sueco trouxe para o mundo.

Com o ABBA, eu e  Virgínia entramos em uma era de explosão de cores, harmonias vocais perfeitas e uma energia que dominou as pistas e os corações entre o final dos anos 70 e o início dos 80.
É impossível pensar nessa época sem visualizar o brilho do cetim e o som sintetizado que o quarteto sueco trouxe para o mundo.

🇸🇪 O ABBA não era apenas uma banda; eram dois casais (Agnetha & Björn e Frida & Benny) cuja química pessoal e musical definiu o pop moderno.

Tudo começou de verdade em 1974, quando venceram o Eurovision com "Waterloo". A partir dali, a "ABBA-mania" se espalhou como fogo.
Em 1976, "Dancing Queen" tornou-se o hino definitivo da era Disco.

 O diferencial eram as "camadas" de vozes de Agnetha e Frida, criadas com uma precisão quase matemática por Benny e Björn.

No final dos anos 70, com álbuns como Voulez-Vous e Super Trouper, o som ficou mais sofisticado.
Conforme os casais na vida real começaram a se separar, as letras ficaram mais profundas e melancólicas. Músicas como "The Winner Takes It All" e "The Day Before You Came" (já em 1982) mostraram um lado mais maduro e dramático que também tocava fundo nos casais da época.


Viver o auge do ABBA entre 1978 e 1982 foi presenciar a trilha sonora perfeita para um namoro vibrante.

Músicas como "Chiquitita" ou "I Have a Dream" (sucesso absoluto em 1979) traziam uma doçura que embalou muitos momentos de carinho com Virgínia.

O final dos anos 70 foi a transição do romantismo clássico para a modernidade. Ouvir "Fernando" sob a luz das estrelas ou dançar bem abraçado ao som de "Knowing Me, Knowing You" criaram memórias que misturavam alegria com aquela pontinha de nostalgia que o som deles sempre carregou.

O ABBA tinha o poder de mudar o humor de qualquer ambiente. 

Ter esse som como trilha do relacionamento indica que havia muita vitalidade e alegria em nossa história.




"Acho que você deveria vir resolver essa saudade pessoalmente!".

"Se você pudesse me beijar agora, o que faria?"

"Sonhei com você e acordei com vontade de repetir.". 

sábado, 21 de fevereiro de 2026

BOITUVA ( SP )

 Essa viagem pela Rodovia Castelo Branco na década de 80 tinha um charme muito específico.


Deixar o ritmo frenético de São Paulo para trás e "mergulhar" no interior rumo ao Mato Grosso do Sul era um rito de passagem, e Boituva era o pit-stop perfeito para quem queria sentir o ar mudar.

Relembrar quando eu e Heloisa estávamos entrando naquela Boituva oitentista é visualizar um Brasil de cores mais pastéis e um ritmo muito mais desacelerado.

Boituva na Década de 1980: O Despertar do Paraquedismo

Nessa época, Boituva ainda era uma cidadezinha que estava começando a ganhar fama nacional.

 O Centro Nacional de Paraquedismo (CNP) tinha sido transferido para lá recentemente (em 1971), então, nos anos 80, a cidade vivia o auge da transição de uma vila agrícola para a "Capital do Paraquedismo".

* O Visual: Muita terra batida ao redor da pista de pouso, fuscas e picapes Willys circulando, e o som constante dos aviões Paulistinha ou Cessna subindo com os saltadores.


* O Clima: Era um ambiente de aventura "raiz". Não havia o luxo ou a infraestrutura turística de hoje. Quem frequentava eram os entusiastas, jovens em busca de adrenalina e viajantes como nós, curiosos com o que viam do horizonte.


HELOÍSA no blog " Elas.... "


"Mal posso esperar para  ficarmos sozinhos de novo". 
"Seu perfume é como um convite para mergulhar em um mar de desejo.". 
"Me conta: quais as coisas mais safadas que você faria comigo agora?". 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

ROBERTA MIRANDA

Roberta Miranda é um dos grandes nomes da música sertaneja brasileira e uma das artistas responsáveis por abrir espaço para as mulheres em um gênero historicamente dominado por homens.
Nascida em João Pessoa (PB), ela construiu sua carreira principalmente em São Paulo, enfrentando muitas dificuldades antes de alcançar o sucesso.
Compositora intensa, de letras românticas e marcantes. Ao longo da carreira, vendeu milhões de discos, acumulou prêmios e emplacou diversos sucessos, tornando-se referência para gerações seguintes.

Assistir a um show dela em Campo Grande (MS), na década de 1980 — especialmente naquele momento em que o sertanejo vivia uma grande expansão pelo Centro-Oeste — certamente foi algo muito especial. 
Os shows de Roberta nessa época eram conhecidos pela emoção, pela entrega no palco e pela conexão direta com o público. 

Dividir essa experiência com Adrieny transforma a lembrança em algo ainda mais significativo: não foi apenas um espetáculo musical, mas um momento de amizade e emoção embalado por canções que atravessaram o tempo.

Memórias assim têm trilha sonora — e, no seu caso, ela certamente tem voz forte, dramática e apaixonada. 🎶





"Estou usando aquela lingerie que você adora... e pensando em você.".

"Não consigo me concentrar. Estou deitada na cama, pensando em você"

"Não paro de imaginar como seria sentir suas mãos agora...". 


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

SOROCABA ( SP )


Que recordação maravilhosa! 

Viajar de Campinas a Sorocaba na década de 70 era um passeio clássico pelo interior paulista, cruzando estradas que ainda guardavam aquele ar bucólico, mas que já mostravam o vigor do desenvolvimento industrial.

Sorocaba, nos anos 70, vivia uma transição fascinante: deixava de ser apenas a "Manchester Paulista"  (focada no têxtil) para se tornar um polo industrial diversificado

Eu e Valda , dois jovens visitando a cidade, presenciamos o clima de efervescência cultural e social na época  

Naquela década, o som das discotecas começava a ganhar força. Locais como o Asteroid (em suas primeiras encarnações ou conceitos similares na região central) ferviam ao som de ABBA, Bee Gees e o melhor da MPB setentista 

Além das pistas de dança, Sorocaba oferecia lugares charmosos para caminhar e conversar como a Praça Coronel Fernando Prestes 

O centro da cidade, era o ponto de encontro tradicional, passar  por lá para ver o movimento, tomar um café ou simplesmente observar a Catedral Metropolitana foi inesquecível. 

O cheiro de café e do barulho das fábricas ainda faziam parte do cotidiano. A cidade era arborizada, com um ritmo mais lento que o de Campinas, mas com uma hospitalidade que tornava qualquer viagem de fim de semana especial.
Passar na Padaria Real para comer uma coxinha (que já estava começando a ganhar sua fama mundial naquela década) e comprar uns doces para a viagem de volta a Campinas foi como um ritual necessário.



VALDA no blog " Elas... " 

"Quero me perder em teus braços e esquecer do tempo ao teu lado."

"Feito com açúcar, pimenta e um toque de ousadia."

"Siga-me para o lado selvagem."

"Dona de mim e de quem mais quiser." 



terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

JOÃO GILBERTO

Puxa, que lembrança gostosa. 
Imaginar o som de João Gilberto nos anos 80 traz uma imagem de sofisticação e, acima de tudo, de uma quietude necessária.

João não era apenas música; ele era um estado de espírito.
Naquela década, João Gilberto já era uma lenda viva, e ouvi-lo era quase como participar de um ritual de intimidade. 

Vamos relembrar um pouco dessa trajetória e por que esses momentos com Rosileny foram tão especiais:
João Gilberto não apenas cantava; ele "desenhava" as canções. Sua carreira pode ser dividida em pilares que mudaram a história da música mundial:

 * A Revolução (1958): Com o lançamento de "Chega de Saudade", ele inventou a Bossa Nova. Ele trouxe a batida do samba para o violão e uma forma de cantar baixinho, quase um segredo no ouvido, que eliminava o "vibrato" excessivo da época.
* A Conquista do Mundo (Anos 60): Com o álbum Getz/Gilberto, ele levou o Brasil para o topo das paradas americanas e ganhou o Grammy de Álbum do Ano, superando gigantes do jazz.

 * O Minimalismo (Anos 70 e 80): Nos anos 80, João estava em uma fase de purismo absoluto. Foi a época de álbuns como Brasil (1981), gravado com Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Bethânia.
Por que os anos 80 foram marcantes?

Embora a Bossa Nova tenha nascido no final dos anos 50, nos anos 80 ela se tornou o refúgio da elegância. Enquanto o Rock Brasil dominava as rádios, ouvir João Gilberto com alguém especial era uma escolha consciente pelo aconchego.
Seus shows eram famosos pelo silêncio absoluto da plateia — qualquer barulho de ar-condicionado o incomodava, pois ele buscava a nota perfeita.

É muito bonito ver como a música serve de "âncora" para as nossas melhores fases.
 João Gilberto ensinou o mundo que, às vezes, para dizer muito, é preciso falar (ou cantar) bem baixinho.
Momentos românticos ao som de João Gilberto têm características únicas que explicam por que essa memória é tão forte com  Rosileny .






"Não sou todo mundo, sou só eu mesmo."

"No homem, o desejo gera o amor. Na mulher, o amor gera o desejo."

"Não me subestime. Eu posso ser gentil, mas não sou fraca."

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

QUEEN - FRED MERCURY

 Essa lembrança com Sirley em Campo Grande traz uma energia vibrante e cosmopolita. 

Sair do ambiente escolar para as luzes da noite sul-mato-grossense, ao som de Queen, é uma transição digna de cinema.

Essa versatilidade de gosto musical mostra que aqueles momentos românticos com Sirley tinham uma intensidade única, embalados por uma das vozes mais poderosas que o mundo já ouviu.

Falar de Freddie Mercury é falar de um artista que não apenas cantava, mas dominava multidões com um carisma quase divino.

O Queen não era apenas uma banda; era um espetáculo de som e luz que mudou a história do rock.

A banda foi formada em Londres por Freddie Mercury (voz/piano), Brian May (guitarra), Roger Taylor (bateria) e John Deacon (baixo). Freddie, nascido Farrokh Bulsara em Zanzibar, trouxe uma bagagem multicultural e uma visão artística sem limites  

O Queen ficou famoso por misturar Rock com Ópera, Pop, Funk e até Jazz. 

Em 1975, lançaram "Bohemian Rhapsody", uma música de 6 minutos que as gravadoras diziam que nunca faria sucesso — e acabou se tornando um dos maiores hinos da humanidade.

Eles tem um lugar especial no coração dos brasileiros. Em 1981 (no Morumbi) e em 1985 (no primeiro Rock in Rio), eles fizeram shows históricos.

Freddie faleceu em 1991, mas sua influência permanece absoluta. Sua extensão vocal de quatro oitavas e sua performance no palco continuam sendo o padrão ouro para qualquer artista.

 Esses momentos românticos agradáveis que vivenciei com Sirley ficaram registrados na memória. 



SIRLEY no blog " Elas... "

"Sua presença é um convite irresistível ao pecado."

"Não vou fazer nada que você não queira, mas não prometo provocar até te deixar com vontade."

"Não é só o corpo que arrebata, é a inteligência que seduz."

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

DOURADOS MS

 Viajar para Dourados no início da década de 1980 era mergulhar em um cenário de transformação profunda.

Mato Grosso do Sul era um estado recém-nascido (criado oficialmente em 1977 e instalado em 1979), e Dourados pulsava com a energia de quem estava prestes a se tornar a "Metrópole do Panoráma".

Imagine o clima daquela época: uma mistura de poeira vermelha fértil, o cheiro de soja e trigo crescendo nos campos ao redor e o otimismo de uma cidade que crescia a passos largos.

A Dourados que eu e Leda encontramos!!!

O som ambiente? O que tocava nas rádios FM da época ou nos toca-fitas dos carros: de Blitz e Lulu Santos ao romantismo de Fábio Jr. ou baladas internacionais.

Naquela época, a cidade ainda preservava um ar de interior, mas com o burburinho de um centro regional importante.

A Avenida Marcelino Pires: Certamente o palco principal dos nossos passeios. Naquela época, a avenida já era o coração da cidade, onde o comércio fervilhava durante o dia e o movimento de jovens e famílias tomava conta ao entardecer.

A Praça Antônio João: O ponto de encontro clássico. Passeamos por ali observando o movimento em frente à Igreja Matriz. Era o lugar onde o tempo passava mais devagar.

O "Footing": Nos anos 80, ainda era muito comum o costume de caminhar ou dirigir devagar pelas ruas centrais para ver e ser visto. 

Dourados hoje é uma cidade universitária e pujante, muito diferente daquela de 40 anos atrás, mas a memória da terra vermelha e do vento no rosto durante essa viagem certamente permanece intacta


LEDA no blog " Elas ... "

"Sonhei com você, e como o sonho era meu, transamos."

"Às vezes, tudo que precisamos é de uma frase certa, no momento certo."

"Serena por fora, uma tempestade por dentro."

"A vida é muito curta para ser básica."


segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

ELIS REGINA

É um prazer relembrar a trajetória de uma das maiores vozes que o mundo já ouviu.
Elis Regina não era apenas uma cantora; ela era uma força da natureza, apelidada carinhosamente de "Pimentinha" por sua intensidade e entrega absoluta no palco.

A carreira de Elis foi marcada por um perfeccionismo técnico e uma capacidade emocional única.

Ela explodiu para o Brasil em 1965, ao interpretar "Arrastão" no I Festival de Música Popular Brasileira.
Transitou com maestria pelo Samba, Bossa Nova, MPB e até pelo Jazz e Rock, ajudando a lançar compositores como Milton Nascimento, João Bosco e Ivan Lins.

Sua parceria com Tom Jobim no álbum Elis & Tom (1974) é considerada um dos marcos mais perfeitos da história da música mundial.


Imaginar eu e Irene à beira da piscina, embalados pela voz da Elis, é visualizar um cenário de pura sofisticação e afeto. A música dela tem esse poder: ela preenche o espaço.

A voz da Elis traz uma intimidade que combina perfeitamente com o balanço da água e o clima de romance. Seja com a suavidade de "Águas de Março" ou a profundidade de "Como Nossos Pais", as canções dela não são apenas pano de fundo; elas dão peso e cor às memórias.



Esses momentos , compartilhando o silêncio e a melodia, transformaram a música de Elis em um patrimônio particular de nossa história de amor .



"Meu maior desejo tem sido você."

"Cada palavra que sai da sua boca me deixa entorpecido"

"Estou com dificuldade de escolher a roupa, pensando em qual fica mais fácil de você tirar."

"Me chama de Estados Unidos e me USA."

CASCATINHA E INHANA

Que recordação bonita e carregada de nostalgia


É possível quase sentir a atmosfera dessas noites em Londrina — o clima da cidade, o som dos violões nos barzinhos e a cumplicidade que nasce em momentos simples, como ouvir música em casa.

Esses encontros que  regados a Cascatinha e Inhana, têm um romantismo muito autêntico. Existe algo na "música de raiz" e nas guarânias que toca em um lugar profundo da alma brasileira; são canções que falam de saudade, de encontros e de um amor que se vive sem pressa.


Falar dessa dupla é falar da própria história da música sertaneja e romântica do Brasil. Eles não eram apenas cantores; eram um casal na vida real, o que trazia uma sintonia e uma verdade vocal raríssimas.

A dupla era composta por Francisco Alves de Lima (Cascatinha) e Ana de Souza (Inhana). Começaram a carreira no final da década de 40, vindo do ambiente dos circos, que na época eram os grandes palcos da cultura popular.

Inhana é frequentemente citada como uma das vozes femininas mais afinadas e cristalinas da história da nossa música.

O Sucesso Nacional: O auge veio nos anos 50 e 60.

Eles foram os grandes responsáveis por popularizar ritmos como a guarânia e o rasqueado (de origem paraguaia) em solo brasileiro.

Deixaram um legado de doçura e técnica que influenciou quase todas as duplas que vieram depois.


Regiane , com seu estilo descontraído e a parceria para os bailes, foi uma companhia que entendia o valor dessas "pequenas grandes coisas".

Esses momentos românticos, embalados pela voz doce de Inhana e pelo violão de Cascatinha, criam memórias que o tempo não apaga, pois estão ligadas à nossa identidade e ao que sentimos de mais verdadeiro



REGIANE no blog " Elas... "

"Seu perfume é como um convite para mergulhar em um mar de desejo."

"Está quente mesmo ou é só eu e você?"

"Desconfio que, o perfume de Quem Se Ama é Eterno... Ainda Sinto o Seu."

"Beijar queima aproximadamente 6,7 calorias. Vamos treinar?"


sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

ASSUNCION ( PARAGUAY)

 Que recordação nostálgica e especial! 

Viajar para Assunção na década de 1980 com uma companhia querida, como a Margherita, foi uma experiência marcada por uma atmosfera muito específica, quase parada no tempo.

Naquela época, a capital paraguaia vivia os anos finais da era Stroessner, o que conferia à cidade um ar de tranquilidade vigilante, mas também de uma elegância clássica e boêmia que hoje já se transformou bastante.

Assunção era conhecida como a "Cidade das Oliveiras" e das flores de lapacho. Na década de 80, o ritmo era lento.

Calle Palma e Calle Estrella eram as ruas do "brilho", onde se viam as vitrines luxuosas repletas de produtos importados (que eram o grande atrativo da época) e os tradicionais cafés.


Assistimos a shows, envolvidos pela Polca Paraguaia e pela Guarania.

É impossível falar de música local sem mencionar a HarpaParaguaia.

Assistir a um conjunto de cordas tocando "Pájaro Campana" ou "Recuerdos de Ypacaraí" em uma peña (casa de música) era o auge do romantismo.


Enquanto jantávamos, grupos de dança folclórica faziam a famosa "Dança das Garrafas", onde as bailarinas equilibravam várias garrafas na cabeça.

A Assunção dos anos 80 era uma cidade de contrastes: o calor intenso da tarde que obrigava a todos a fazer uma sesta, seguido por noites vibrantes com o som das harpas e o aroma de chipa fresca.

Foi um cenário perfeito para criar memórias que resistem ao tempo.


MARGARITHA no blog " Elas ... " 

"Gosta de desastres? Pois sou um furacão pronto para ser domado."

"Meus Dias Ficam Sem Cor, toda Vez que Você se Vai..."

"Essa noite me chama de Casas Bahia, porque prometo dedicação total a você."

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

DALVA DE OLIVEIRA

É emocionante pensar em como a música tem o poder de cristalizar memórias.

Dalva de Oliveira não era apenas uma cantora; ela era a "Rainha da Voz", e ter a arte dela como trilha sonora dos seus momentos com a Carmen é um testemunho do bom gosto e da intensidade do amor de vocês .

Dalva possuía uma extensão vocal raríssima, capaz de ir do grave aveludado ao agudo cristalino com uma facilidade que parecia sobrenatural.

Ao lado de Herivelto Martins e Nilo Chagas, Dalva conquistou o Brasil. Ali, ela refinou sua harmonia vocal e participou de sucessos imortais como "Ave Maria no Morro".

 Após uma separação turbulenta de Herivelto, ela floresceu individualmente. Foi nessa fase que sua voz ganhou contornos mais dramáticos e passionais, tornando-se o rosto (e a voz) do Samba-Canção.

Dalva brilhou em palcos pelo mundo, gravando inclusive em outros idiomas, mas nunca perdeu sua essência brasileira.

Quando ela cantava sobre o amor, não era algo superficial; era algo que se sentia no peito.

Para mim e Carmen, ouvir Dalva trazia uma sensação de "aconchego dramático" — aquela entrega total que só os grandes amores permitem.





"Sua calça é muito bonita, mas preciso testar o zíper dela."

"Amigos são a nossa luz."

"Me chama de Alice que te levo para o País das Maravilhas."

"Cada momento com você é um tesouro." 







sábado, 3 de janeiro de 2026

CARLOS GALHARDO

Carlos Galhardo faz parte das memórias musicais!

 
Ele não era apenas um cantor; era o "Rei da Valsa" e uma das vozes mais aveludadas da Era de Ouro do rádio brasileiro.

Embora tenha gravado sambas e marchinhas de Carnaval de grande sucesso (como a clássica "Ala-la-ô"), ele se consagrou definitivamente com as valsas.

Impossível falar dele sem mencionar "Fascinação", uma de suas interpretações mais icônicas, além de "Bodas de Prata" e "Quero Beijar tua boca".

Ele foi uma das grandes estrelas da Rádio Nacional, numa época em que o rádio era o centro da vida familiar no Brasil.

As letras de Galhardo falavam de um amor idealizado, de respeito e de sentimentos profundos. Para a geração dela, essas canções eram a trilha sonora de namoros, bailes e sonhos de juventude.

Minha mãe era fã dele e ao ouvir os discos de Galhardo, ela provavelmente não estava apenas ouvindo música, mas vivenciando um ritual.

O chiado característico da agulha no disco e a voz grave do cantor criavam uma atmosfera de paz e nostalgia dentro de casa.

Ouvir esses discos hoje é como abrir um álbum de fotos sonoro. Galhardo tinha o poder de "parar o tempo".



MINHA MÃE no blog " Elas... "

"O amor de mãe é o combustível que capacita um ser humano comum a fazer o impossível."

"Uma das maiores forças do universo reside no amor de mãe."

"Amor de mãe é único e verdadeiro. É para uma vida inteira, e jamais é passageiro."

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

PAT BOONE

Reminiscências da juventude!

É fascinante como a música tem esse poder de "congelar" o tempo e nos transportar de volta a momentos tão específicos e carregados de sentimento.

Falar de Pat Boone é falar da trilha sonora oficial do romantismo dos anos 50 e início dos 60.

A trajetória dele e se entrelaça com as memórias que eu e Maely construímos.

Pat Boone não era apenas um cantor; ele era o símbolo de uma era. Com seu estilo impecável, voz suave e seus famosos sapatos de camurça branca (white buck shoes), ele trazia uma sensação de segurança e doçura que combinava perfeitamente com os namoros daquela época.

Ele foi o segundo maior artista nas paradas da década de 50, ficando atrás apenas de Elvis Presley. 
Enquanto Elvis representava a rebeldia, Pat Boone representava o romance idealizado.
Músicas como "Love Letters in the Sand", "April Love" e "Bernadine" se tornaram hinos. A voz dele tinha uma clareza e uma calma que convidavam a dançar de rosto colado.

 Lembrar desses momentos Inesquecíveis com Maely ouvindo essas canções na adolescência é visualizar um cenário de descoberta e ternura. 

As baladas de Boone eram o convite perfeito para aquele "balanço" suave em que o mundo ao redor parecia desaparecer.

Muitas vezes, quando faltavam palavras para expressar o que sentíamos ,as letras sobre "amor de abril" e "cartas na areia" traduziam exatamente aquela mistura de ansiedade e carinho.
Ouvir esses discos hoje não é apenas ouvir música; é sentir o perfume daquela época e reviver a presença da Maely de uma forma muito viva.





"Não sou a mulher do tempo, mas hoje a noite será de frente quente."

"Amor e amizade são sentimentos tão belos, que acabam mechendo demais com o coração."

"Em um toque seu, meus desejos se tornam realidade "

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

BAR DO URSO

Que delícia de passeio! 

O Bar do Urso, localizado em Jardim Camburi, é realmente um dos pontos de encontro carismáticos de Vitória. 

É o lugar perfeito para quem busca aquele clima de "happy hour raiz" com um toque de sofisticação nas bebidas.

Embora o bar carregue a tradição da Cervejaria Colorado (daí o nome e o ícone do Urso), ele é famoso por servir com maestria as variações artesanais.
É o lugar ideal para transitar entre a leveza da Cauim (com mandioca), o amargor marcante da Indica (IPA com rapadura) ou a doçura da Appia (trigo com mel).

 O chopp costuma sair trincando, servido naqueles copos que preservam o colarinho cremoso, essencial para manter o sabor.

Para acompanhar o chopp, o cardápio não decepciona. Os petiscos são pensados para harmonizar com as cervejas.

O Bar tem essa pegada urbana e descontraída que costuma variar entre o Pop Rock, MPB e às vezes um Blues, criando um ambiente onde dá para conversar sem precisar gritar, mas ainda assim curtir o som.
Foi uma excelente escolha para um encontro em Vitória! A combinação de boa música, chopp de qualidade e a companhia da Izabella certamente rendeu ótimas histórias.



IZABELLA no blog " Elas... "


"Se de uma grande amizade não surge um grande amor, surge uma bela história de momentos inesquecíveis."

domingo, 28 de dezembro de 2025

JAIR RODRIGUES

 Que recordação marcante!


Reviver os anos 70 em Vitória ao som de Jair Rodrigues é resgatar uma época de ouro da música e da boemia capixaba e a atmosfera desses momentos que vivi com a Teresa Cristina 

Jair Rodrigues foi, acima de tudo, a personificação da alegria brasileira. Sua carreira decolou nos anos 60, mas foi na década de 70 que ele se consolidou como um dos maiores vendedores de discos do país.

 * O Fino da Bossa: Ao lado de Elis Regina, revolucionou a TV brasileira, trazendo o samba e a MPB para o centro do palco.

* Versatilidade: Transitava com perfeição entre o samba de raiz, o sertanejo e as grandes canções de festivais, como a icônica "Ponteio" , " O conde " entre outras  
 O estilo ficou eternizado pelo sorriso largo, pela energia contagiante e pelo famoso gesto de estalar os dedos, sendo considerado por muitos um dos precursores do "rap" brasileiro com "Deixa isso pra lá".

Assistir a um show do Jair em Vitória naquela época era um evento social marcante.

Viver esse momento ao lado de Teresa Cristina traz uma carga nostálgica significativa:

Vitória era uma cidade em transformação, com um ar mais calmo e romântico, onde os shows eram experiências intensas e próximas.

Dividir a plateia com alguém especial como Teresa Cristina ouvindo a voz potente de Jair, cria um "mapa emocional". A alegria dele no palco certamente serviu de trilha sonora para nossa história . 



TERESA CRISTINA no blog " Elas... "


"Uma dica de decoração para o seu quarto: minha roupa jogada por ele."

"Faço questão de te acariciar com a língua sem pressa alguma."

"Minha cama está perguntando se você quer dormir nela hoje."

"Amizade colorida é tão bom quanto namoro em preto e branco."