domingo, 26 de abril de 2026

CORONEL SAPUCAIA

Nos meados da década de 1980, Coronel Sapucaia vivia um período de intensa efervescência.


Sendo uma cidade de fronteira, colada à paraguaia Capitán Bado, o clima era de um dinamismo único, onde o português e o guarani se misturavam pelas ruas e o comércio fervilhava.

Participar de uma campanha política nessa época significava mergulhar em um cenário de muita paixão cívica.

O Brasil vivia o processo de redemocratização, e cidades do interior do Mato Grosso do Sul sentiam esse vigor.

As campanhas eram feitas de comícios em praças públicas, carreatas barulhentas e muita música.

A cidade ficava colorida, com bandeiras e o povo nas ruas discutindo o futuro da região.

Influência Cultural: O som que dominava as rádios e as festas era uma mistura do sertanejo raiz, a polca paraguaia e o chamamé, criando uma trilha sonora nostálgica e vibrante para quem circulava por ali.


Em meio ao agito dos palanques e das reuniões políticas, os momentos com Marta ganhavam um valor especial. Eram os "refúgios" dentro de uma agenda cheia.

Após o barulho dos foguetes e discursos, o silêncio da noite sul-mato-grossense permitia conversas profundas.

O céu do interior, geralmente muito estrelado, servia de moldura para caminhadas onde o foco deixava de ser a política e passava a ser apenas o que havia entre nós.





MARTA no blog " Elas... "

"Imagino cada coisa enquanto te escrevo, que nem te conto."

"Desde que te vi, meu corpo não para de desejar o seu."

"A noite está apenas começando. Vem comigo desvendar os mistérios."

DJAVAN

Falar de Djavan é mergulhar em um universo onde a música brasileira se torna sofisticada, mas sem perder o balanço que vem das ruas e dos terreiros.

Para quem, como eu e Sirley, escolhemos as canções dele como trilha sonora para momentos românticos, a escolha não poderia ser mais precisa: ele tem o dom de transformar o cotidiano em poesia pura.



Djavan Caetano Viana saiu de Maceió carregando o sonho de ser músico (e quase o de ser jogador de futebol, já que chegou a atuar no CSA). Quando chegou ao Rio de Janeiro na década de 70, começou como *crooner* de boates, mas logo mostrou que sua caneta era diferenciada.

 Em 1976, ele estourou com o álbum *A Voz, o Violão, a Música de Djavan*. Dali saiu **"Flor de Lis"**, uma música que todo brasileiro sabe cantar, mas que carrega uma harmonia complexa que até músicos experientes respeitam.
Nos anos 80, ele se tornou uma estrela internacional. Gravou com Stevie Wonder em **"Samurai"** e lançou hits que fundiam o jazz e o pop com ritmos brasileiros, como **"Sina"**, **"Lilás"** e **"Pétala"**.

 * **O Poeta do Amor:** Nos anos 90 e 2000, ele entregou hinos como **"Oceano"** e **"Eu Te Devoro"**, consolidando-se como o artista que melhor descreve o desejo e a entrega.
É fácil entender por que as músicas dele embalaram nossos momentos com Sirley.
O "Djavanear" (verbo que os fãs criaram) é exatamente isso: deixar-se levar por letras que falam de amor de um jeito único.

A música de Djavan tem essa capacidade de criar uma atmosfera íntima. Ele não fala apenas de "beijar" ou "amar", ele fala de *"te devorar"* e de como o amor pode ser um *"milagre"*.

Certamente, cada vez que uma dessas melodias toca, as memórias com Sirley ganham uma cor e um ritmo especiais.





"A castidade é a mais anormal das perversões sexuais."
"Sua voz tem o poder de incendiar minha imaginação."
"O jeito que você me olha faz minha pele arrepiar."

sexta-feira, 24 de abril de 2026

MARTINHA

Essa é uma das memórias mais bonitas que alguém pode guardar: o cenário clássico dos anos 1960, onde o portão de casa era o centro do mundo.

Naquela década, o tempo parecia passar em uma velocidade diferente. Conversar no portão era um ritual de conquista.
Não havia a pressa das mensagens instantâneas; havia o olhar, a espera e a música compartilhada.


          MARTINHA - JOVEM GUARDA

           CLIQUE NO LINK ACIMA 

O portão funcionava como uma fronteira entre o mundo da família e o mundo das descobertas pessoais.

A Jovem Guarda não foi apenas um movimento musical, foi o primeiro grande fenômeno comportamental dos jovens brasileiros. Era o tempo do "brasa", do "mora" e de um romantismo ingênuo, mas muito profundo.

Lembrar de Martinha traz um tom de doçura especial. Ela era uma das vozes mais sentimentais da época. Músicas como *"Eu Te Amo Mesmo Assim"* ou *"Barra Limpa"* traduziam exatamente esse sentimento de estar apaixonado e de querer estar perto.


A voz dela tinha uma melancolia suave que combinava perfeitamente com o entardecer de uma conversa de portão.


As letras falavam de encontros, de cartas de amor e de pequenos dramas da juventude que, para quem vivia, eram as coisas mais importantes do universo.

Ouvir música juntos era uma forma de dizer o que as palavras ainda não alcançavam. Quando uma canção da Martinha ou do Roberto Carlos tocava, as letras serviam de porta-voz para os nossos sentimentos

Essas vivências como as minhas com Maely, formaram a base de muitas das grandes histórias de amor e amizade daquela geração.

Esses momentos no portão com Maely tinham uma magia que as gerações de hoje muitas vezes tentam entender. Era o romantismo da presença.


É um privilégio guardar um retrato tão vívido de um tempo onde a felicidade podia ser encontrada apenas no balanço de uma música e em uma conversa de portão.



MAELY no blog " Elas... " 

"Prometemos nos amar pra sempre.Sem saber se era amor ou paixão . Mas era coisa de adolescente. Era tudo uma triste ilusão."

⁠"Já fui um adolescente apaixonado.O tempo passou e deixei de ser adolescente"

"O amor adolescente é como uma borboleta. Morre numa semana. Porém, se transforma como a criança.Nasce a cada amanhecer"



terça-feira, 21 de abril de 2026

AQUIDAUANA (MS)

No início da década de 1980, Aquidauana vivia um período áureo como a verdadeira "Princesa do Sul", consolidando-se como o principal entreposto para quem buscava desbravar o Pantanal Sul.


A cidade mantinha um charme de época, com seus casarões históricos e a forte influência da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, que ainda era o grande pulsar da região.

A vida social girava em torno da Praça da Matriz e do comércio local. Era uma cidade de fronteira agrícola e pecuária em expansão, onde o sotaque pantaneiro era onipresente. 

O Rio Aquidauana, com suas águas avermelhadas e praias de areia branca que surgiam na seca, era o ponto de encontro principal.

 Muitos viajantes ainda utilizavam o trem, uma viagem nostálgica que atravessava o cerrado antes de chegar à planície inundável. A rodovia BR-262 também já era a via de acesso principal, mas com uma infraestrutura muito mais rústica que a atual.

Naquela década, o turismo no Pantanal era muito mais voltado para a contemplação rústica e para a pesca esportiva do que para o luxo das pousadas ecológicas modernas.

Os passeios eram feitos em picapes adaptadas ou jipes que enfrentavam as estradas de terra (muitas vezes intrafegáveis nas cheias). 

O foco era observar a abundância de jacarés, capivaras e as enormes revoadas de tuiuiús, que eram símbolos onipresentes.

Subir ou descer o rio Aquidauana barcos pequenos (voadeiras) era obrigatório. 

O trajeto revelava a mata ciliar preservada, onde era comum avistar araras azuis e, com sorte, a onça-pintada, que na época era um avistamento muito mais raro e místico do que hoje.

A rotina incluía acompanhar a lida com o gado, comer a comida campeira feita no fogão a lenha e ouvir as histórias dos peões ao redor da roda de tereré.

Aquidauana era um segredo compartilhado por viajantes que buscavam isolamento e uma natureza quase intocada. 

O silêncio da noite pantaneira, era quebrado apenas pelo som dos bichos.

O tempo parece ter parado entre as margens do Pantanal. Sob o manto dourado do entardecer em Mato Grosso o mundo se resume ao balanço suave deste barco de madeira e ao calor do abraço com Leda.

Neste refúgio de águas tranquilas e natureza viva, cada respiração compartilhada é uma promessa silenciosa.

 É a conexão pura, o toque que nos arrepia e a paz de saber que, no meio da vastidão, meu destino é você. Nosso amor, Leda, foi calmaria e poesia.



LEDA no blog " Elas... "

"Amizade íntima é aquela que reserva segredos (e prazeres) só nossos".

"Quero sentir sua boca percorrendo cada parte do meu corpo agora".

"Melhor uma amizade verdadeira com sexo, do que um amor de mentira com carinho"

domingo, 19 de abril de 2026

MICHEL TELÓ

 Michel Teló é, sem dúvida, um dos maiores nomes da música sertaneja contemporânea

A trajetória de Teló é marcada por uma evolução constante, desde o tradicionalismo gaúcho até o estrelato global.  

 Michel passou 11 anos como vocalista do grupo, onde ajudou a modernizar o sertanejo com a "vanera" e sucessos como *"Barquinho"* e *"A Brasileira"*.


Em 2009, ele partiu para a carreira solo. O mundo parou em 2011 com o hit **"Ai Se Eu Te Pego"**, que alcançou o topo das paradas em mais de 20 países e o levou a figurar na *Billboard Hot 100*.

Conhecido por sua habilidade com a sanfona, ele traz uma técnica que mistura o sertanejo raiz com o pop moderno.

No aniversário de 472 anos de Vitória ele fez um show gratuito na areia que reuniu milhares de capixabas. Foi uma noite de muita energia e sucessos cantados em coro.

Assisti no *Espaço Patrick Ribeiro*, um show dele junto com Fabiane, foi uma experiência mais próxima e intimista com o público.

Depois da adrenalina e da euforia de um show como o dele, onde as músicas falam de amor e festa, é natural que o clima de romance continue num local ideal para fechar com chave de ouro uma noite de diversão.


Relembrar momentos assim com Fabiane traz sempre um toque especial de nostalgia e romantismo. 

Esses momentos de privacidade após grandes eventos culturais são os que costumam selar as melhores lembranças de um casal, unindo a trilha sonora do artista ao carinho à sós.



FABIANE no blog " Elas... "

"Deixe-os olhar, sou uma obra de arte!"

"Nascida para brilhar". 

"Ser eu mesma é uma arte."

sexta-feira, 17 de abril de 2026

CAUBY PEIXOTO

Cauby Peixoto foi, sem dúvida, uma das vozes mais potentes e singulares da história da música brasileira. 

Dono de um estilo inconfundível, ele unia uma técnica vocal impecável — com graves profundos e agudos aveludados — a uma presença de palco teatral e sofisticada.

A carreira de Cauby é marcada por uma versatilidade rara. Ele começou na "Era do Rádio", mas soube se reinventar através das décadas

Sua performance era influenciada pelos grandes *crooners* americanos, o que lhe rendeu o apelido de "Elvis Presley brasileiro" no início da carreira, embora ele tenha trilhado um caminho muito mais voltado ao romantismo e ao samba-canção.

 É impossível falar dele sem mencionar **"Conceição"**, música que se tornou sua marca registrada e que demonstrava toda a sua extensão vocal e dramaticidade.

Além da voz, Cauby era conhecido por seus figurinos extravagantes, joias e o cuidado meticuloso com o visual, o que o tornava um verdadeiro *showman*.

Assistir a Cauby Peixoto no final da década de 1970 foi uma experiência privilegiada. Naquele período, ele estava em uma fase de grande maturidade artística, celebrando clássicos que já atravessavam gerações.

Cauby tinha o dom de fazer cada pessoa na plateia sentir que ele cantava exclusivamente para ela. Em um ambiente romântico, canções como *"Bastidores"* ou *"A Pérola e o Rubi"* criavam uma atmosfera de proximidade absoluta.

**Cenário de Época:** Vitória, em 1979, tinha um charme muito específico, e um evento desse porte era um marco social e cultural.

Lembrar desse momento em Vitória ao lado de Zilma evoca o auge do romantismo .

A troca de olhares e o compartilhar de uma melodia inesquecível transformaram a apresentação em uma memória afetiva poderosa.



ZILMA no blog " Elas... "

"Você não tem noção do que sua voz faz comigo".

"Não consigo parar de pensar naquele dia... lembrei do seu toque e me deu um calafrio".

"Eu tenho um milhão de motivos pra não pensar em você, mas em todos eles você vai comigo". 


quarta-feira, 15 de abril de 2026

CAMPOS ( RJ )

Campos dos Goytacazes no início da década de 1980 era uma cidade pulsante, vivendo o auge do ciclo do petróleo e mantendo ainda a imponência de sua tradição açucareira.
A atmosfera misturava o charme das construções históricas com a energia de uma capital regional em plena expansão.

A cidade exalava uma elegância clássica. O Centro Histórico, com seus casarões e o imponente Teatro Trianon(que na época passava por transições até sua reconstrução posterior), era o cenário perfeito para caminhadas de mãos dadas.
Praça São Salvador:O coração da cidade, onde o vaivém das pessoas e as luzes da Catedral criavam um cenário cinematográfico para conversas de fim de tarde.

O Rio Paraíba do Sul:Cruzar as pontes da cidade, especialmente ao entardecer, oferecia uma vista romântica com o reflexo das luzes na água, um momento de quietude em meio ao agito urbano.
A noite campista nos anos 80 era famosa pela sofisticação e boemia. Foi nessa ocasião que estive com Irene em Campos. 

Fomos a restaurantes que eram referências de boa gastronomia, onde o serviço era impecável e o ambiente convidava a confidências. 
O clima era de celebração, com brindes que marcavam a alegria de estarmos descobrindo um lugar novo juntos.

Cada brinde em um barzinho ou cada música dançada coladinho em alguma das casas noturnas da Pelinca (que já despontava como reduto de lazer) reforçava a sintonia entre nós. 
Era uma época de descobertas, onde o simples fato de explorar ruas desconhecidas se tornava uma aventura romântica inesquecível.

Campos, com sua mistura de "metrópole do interior" e hospitalidade fluminense, serviu como o palco ideal para que eu e Irene criássemos memórias repletas de carinho, elegância e aquela nostalgia gostosa que só os bons tempos proporcionam.





"Te espero em casa com o mínimo de roupa possível, até lá só imagine." 

"Seu jeito me desmonta completamente."

"Feroz e forte para não ter que contar com a sorte".



domingo, 12 de abril de 2026

MARÍLIA MENDONÇA

Marília Mendonça transformou o cenário da música brasileira ao dar voz ao "Feminejo", trazendo uma perspectiva feminina poderosa, honesta e profundamente emocional para o sertanejo.


Sua trajetória foi marcada por uma ascensão meteórica, consolidando-a como a "Rainha da Sofrência".

Antes de brilhar nos palcos, Marília já era uma das compositoras mais requisitadas do país, com apenas 12 anos, escrevendo sucessos para grandes nomes do gênero.

Em 2016, com o hit "Infiel", ela se tornou uma das artistas mais ouvidas do Brasil. Sua voz grave e potente era capaz de transmitir dor, superação e alegria com uma autenticidade rara.


 Marília quebrou recordes mundiais de audiência em plataformas digitais e transmissões ao vivo, provando que sua conexão com o público transcendia barreiras geográficas e sociais.

Seu impacto na MPB e no sertanejo abriu portas para uma geração inteira de mulheres, mudando para sempre a narrativa das letras sobre relacionamentos e cotidiano.


Músicas como as de Marília Mendonça têm o poder único de se tornarem a trilha sonora de capítulos importantes da vida. 

Ouvir suas interpretações ao lado de alguém especial, como  Adriany, criava uma atmosfera de cumplicidade onde a letra parece traduzir exatamente o que o coração sente.


A música, quando vivida a dois, ganha uma nova camada de significado, e o legado de Marília continua vivo justamente através de histórias como a nossa.


ADRIANY no blog " Elas... "

"Lembrei de uma cena aqui que me deixou toda...."

"Acabei de imaginar você me prendendo contra a parede. Que perigo..."

"Se eu te contasse o que acabei de pensar sobre você, você não conseguiria trabalhar hoje"

terça-feira, 7 de abril de 2026

ROBERTO LUNA

 Roberto Luna foi, sem dúvida, uma das vozes mais marcantes e sofisticadas da era de ouro do rádio e das noites boêmias brasileiras.

Reviver essa trilha sonora dos anos 1970 em São José do Rio Preto traz à tona um período em que o romantismo era traduzido em interpretações densas e letras que falavam diretamente ao coração.
É impossível falar dele sem mencionar clássicos como *"Molambo"*, *"Onde Estará Meu Amor"* e *"Castigo"*. Suas gravações eram presença garantida nas vitrolas e nas rádios que embalavam os encontros noturnos
Nascido em 1929, na Paraíba, mas consagrado nas noites de São Paulo e do Rio de Janeiro, Roberto Luna era dono de uma voz de barítono aveludada e uma técnica impecável.
 Ele se destacou como um dos maiores intérpretes de boleros e sambas-canção do Brasil. Enquanto muitos cantores da época apostavam no "dramalhão", Luna preferia uma entrega mais contida e elegante, o que o tornou um favorito em boates e casas noturnas de prestígio.
Ouvir Roberto Luna em meados da década de 1970, especialmente em uma cidade com a vida social vibrante de São José do Rio Preto, criava um cenário perfeito para o romance.
Eu e Rosângela temos belas recordações desses momentos românticos que vivenciamos .




"Quero sentir sua boca percorrendo cada parte do meu corpo agora."

"Estou sem roupa, só esperando sua resposta."

"Tive a fantasia mais sensual sobre você na noite passada."




domingo, 5 de abril de 2026

PRADO (BAHIA)

Em 1979, o município de Prado, no extremo sul da Bahia, era um refúgio de tranquilidade absoluta 
ainda preservando a essência de uma vila de pescadores.

A região começava a ser descoberta por viajantes em busca de paz e natureza intocada.

As praias da região, como a Praia do Centro ou a Praia do Novo Prado, eram marcadas por extensas faixas de areia clara, águas mornas e os famosos paredões de falésias coloridas que emolduravam o cenário.


Naquela época, a infraestrutura era mínima: não havia o agito do turismo de massa, o que tornava cada visita uma experiência de imersão total na paisagem baiana.

Ficamos acampados  numa área de  camping, com uma  pequena infraestrutura 


Sem a eletricidade plena e o asfalto que chegaria anos depois, as noites em Prado eram dominadas pelo som das ondas e pelo céu estrelado, proporcionando um ambiente de silêncio e introspecção

A estadia com Terezinha em 1979 é visualizar um roteiro de cumplicidade que hoje é raro encontrar.


O sol nascendo sobre o Atlântico, refletindo nas águas calmas, enquanto passeávamos descalços pela areia molhada, sentindo a brisa leve do Nordeste.

Sem as distrações modernas, o foco era total um no outro. 


O balanço dos coqueiros e o barulho da maré serviam como trilha sonora para os momentos de descanso e afeto .

Prado, naquele fim de década, era o cenário ideal para selar memórias e fortalecer laços, funcionando como um verdadeiro santuário romântico onde o mundo exterior parecia não existir








"Você tem ideia do efeito que tem em mim?" 

"Você apareceu e virou meu mundo de cabeça pra baixo… do melhor jeito."

"Não consigo parar de pensar em nós dois juntos."

sexta-feira, 3 de abril de 2026

FRANK SINATRA

 Frank Sinatra é, sem dúvida, uma das vozes mais icônicas da história.

Ele não apenas cantava; ele interpretava cada verso com uma técnica de respiração e um fraseado que transformavam canções comuns em verdadeiras poesias sonoras.


Apelidado de "The Voice", sua influência é tão vasta que ele definiu o padrão para o que entendemos hoje como o "Great American Songbook".
Sinatra tinha a habilidade rara de unir o vigor das big bands com a vulnerabilidade das baladas orquestrais. 

Ele transitava entre o balanço contagiante de músicas como "Fly Me to the Moon" e a melancolia profunda de álbuns como In the Wee Small Hours.


Além da elegância das canções americanas, o próprio Sinatra tinha uma conexão profunda com a música brasileira, tendo gravado álbuns antológicos com Tom Jobim. 

Para muitos, ouvir Sinatra é ser transportado para uma era de elegância, onde a música servia de trilha sonora para os grandes brindes e os encontros mais significativos.


Quando eu e Angélica ouvíamos essas gravações, o que se criava era um ambiente de conexão absoluta, nos convidando a um passo de dança lento ou apenas a uma conversa tranquila.

Momentos românticos embalados por Sinatra tornam-se atemporais



ANGÉLICA no blog " Elas... "

"Você se tornou meu pensamento favorito"

"Ainda estou sentindo o gosto do seu beijo". 

"Imagine minhas pernas em volta de você, sem "deixar você escapar."

"Espero que você se divirta, mas não tanto quanto se diverte comigo".


segunda-feira, 30 de março de 2026

BANDA CALYPSO

Reviver esses momentos do início dos anos 2000 em Londrina certamente traz uma nostalgia deliciosa, especialmente por ter sido uma fase de tanta energia e romantismo.





No início da década de 2000, a Banda Calypso estava no auge de sua explosão nacional. O que começou no Pará conquistou o Brasil inteiro com uma batida frenética e inconfundível. 


Assistir a um show deles naquela época era uma experiência sensorial completa:
 * A Presença de Joelma: Com suas coreografias icônicas, botas de salto alto e uma energia que parecia não ter fim, ela dominava o palco.
 * As Guitarras de Chimbinha: O som da guitarra, misturando o brega com influências do merengue e carimbó, era o que ditava o ritmo da dança.
Londrina, com seu clima paranaense, foi o cenário perfeito para esses momentos junto com Adriely. 
Imagine o contraste: a batida quente do Norte aquecendo a noite enquanto aproveitavamos a companhia um do outro.

O show da Calypso oferecia o melhor dos dois mundos. Havia as músicas aceleradas, para pular e celebrar com muita alegria, e as baladas românticas — os famosos "bregas apaixonados" — que convidavam a dançar bem de perto, criando aquela bolha particular de carinho em meio à multidão.
Momentos assim, vividos no início de uma década, tornam-se marcos na nossa história. A alegria compartilhada ao som de uma banda que falava tanto de amor e superação certamente fortaleceu os laços e deixou sorrisos registrados na memória.

É o tipo de lembrança que, mesmo décadas depois, ainda consegue fazer o coração bater no ritmo do compasso daquelas guitarras. Que recordação fantástica!





"Você diz que não
Mas na hora da emoção
Pouca pausa e sensação,"

"O homem que já teve sua companhia jamais se satisfaz com outra."

"De repente me vem você com esse jeito de seduzir
Me fazendo de vez sentir uma nova emoção brotar"

domingo, 29 de março de 2026

LINHARES (DÉCADA 1970)

 Que recordação especial!  Final década de 1970.

Em 1979, Linhares já era uma cidade em que o espírito de "pioneirismo" tinha dado lugar a uma maturidade urbana pujante.

A cidade estava mais vertical, mais rápida e consolidada como a grande potência do Norte Capixaba.

Para mim e Maria Teresa foi como reencontrar um velho amor que amadureceu, mas que guardava os segredos românticos nas águas das lagoas.

O cacau que era uma promessa, em 79 ele era o rei absoluto. A cidade respirava a riqueza .

Linhares tinha um ar mais cosmopolita. Novos prédios surgiam e a iluminação pública era mais moderna, transformando as noites no centro vibrante e iluminado.

A vida noturna estava no auge. Diferente da simplicidade do início da década, agora Linhares tinha opções que lembravam a noite de Vitória.

O Linhares Esporte Clube tinha bailes que tocavam os sucessos da MPB e do pop internacional da época.

Mesmo com o crescimento da cidade, a Lagoa Juparanã continuava sendo o santuário e o lazer náutico estava muito mais comum. 

Havia um otimismo no ar. Eu e Maria Teresa vivendo esse momento em Linhares, sentimos uma cidade que não parava de crescer, mas que ainda permitia que um casal se perdesse em olhares à beira-rio.

Tivemos a chance de um passeio de lancha até a Ilha do Imperador, sentindo o vento quente do Norte no rosto.

Era o contraste perfeito: o barulho do progresso durante o dia e o silêncio estrelado das lagoas durante a noite.


MARIA TERESA no blog " Elas ... "

"Hoje seu condomínio vai conhecer meu nome, pode deixar que a multa é por minha conta."

"Eu adoro como sua presença me hipnotiza"

 "Seu cheiro me puxa, sua pele me prende".

"Você não imagina a foto que encontrei no meu celular


sexta-feira, 27 de março de 2026

IVETE SANGALO

 Ivete Sangalo é, sem dúvida, uma das forças da natureza da música brasileira. 

Sua trajetória é marcada por uma energia contagiante que transformou o Carnaval da Bahia e conquistou palcos internacionais, do Madison Square Garden ao Maracanã.

A carreira dela deu um salto gigantesco no início da década de 1990, justamente quando assumiu o comando da Banda Eva em 1993. 


Em 1999, ela seguiu para uma carreira solo estrondosa, consolidando-se como uma artista versátil que transita entre o pop, o balanço do trio elétrico e baladas românticas que embalam muitas histórias de amor.

Entre o final da década de 1990 e o início dos anos 2000, que Ivete Sangalo atingiu o auge absoluto de sua popularidade e iniciou sua vitoriosa carreira solo.


Assistir a um show dela com Maria Amélia em Londrina nesse período foi uma experiência a grandiosa.

Nesse momento romântico, "Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim" (escrita por Herbert Vianna) foi o ponto alto da noite. É uma música que costuma parar o show para os casais 

O início dos anos 2000 trouxe o hit "Festa" (2001), que transformava qualquer lugar em um verdadeiro Carnaval baiano. 
A alegria dela no palco é contagiante e, vivenciar isso ao lado de alguém especial como a Maria Amélia, cria uma memória de pura felicidade.


MARIA AMÉLIA no blog " Elas... "

"Eu sou do tipo que adora o perigo. Que metade é juízo, mas a outra é louca"

"Te decifrar virou meu passatempo favorito"

⁠"Beijar seus lábios é como mergulhar em um oceano calmo e claro, que me tira o fôlego, mas não me afoga."



segunda-feira, 23 de março de 2026

DOLORES DURAN

Dolores Duran foi, sem dúvida, uma das figuras mais viscerais e talentosas da nossa música.


Mesmo com uma carreira curta, ela conseguiu imprimir uma marca de sofisticação e melancolia que definiu o "samba-canção" e antecipou muito do que seria a Bossa Nova.


CLIQUE PARA ASSISTIR 

Dolores não era apenas uma intérprete de voz aveludada; ela era uma compositora rara em um meio majoritariamente masculino  

Suas letras falavam de um amor adulto, muitas vezes sofrido, mas sempre narrado com uma dignidade poética impressionante.

Canções como "A Noite do Meu Bem", "Castigo" e "Fim de Caso" são verdadeiras crônicas da alma.


Em parceria com Tom Jobim escreveu a letra de "Estrada do Sol", mostrando que sua sensibilidade ia muito além da tristeza, alcançando uma luminosidade única.

A música de Dolores não é feita para ser "fundo musical" de conversas banais; ela exige entrega e silêncios compartilhados.


Relembrar eu e Rosana ouvindo Dolores Duran é visualizar um cenário de profunda conexão. 


Esses encontros com a Rosana, embalados por essa trilha sonora, certamente tinham uma aura de intimidade e cumplicidade. 



ROSANA no blog " Elas... "

"Quero me perder em teus braços e esquecer do tempo ao teu lado."

"Tua pele me aquece e envolve, me dando a certeza de que não existe outro lugar em que eu deseje estar."

"Seu olhar de sedução desperta em mim uma paixão impossível de resistir."


sexta-feira, 20 de março de 2026

PORTO SEGURO (BAHIA)

 Viajar para Porto Seguro é sempre uma imersão em ritmo e cores.


Há aproximadamente 10 anos eu e Ruby fomos passar um fim de semana prolongado em Porto Seguro na Bahia e reviver essa jornada de uma década atrás traz memórias de um dos destinos mais vibrantes do Nordeste.

A combinação de sol, mar e música cria uma atmosfera única que marca qualquer roteiro.

Naquela época, o auge da experiência era passar o dia em locais como a Axé Moi ou o Tôa Tôa.

* O Ritmo: O som das coreografias de lamba-aeróbica e os sucessos do axé dominavam o ambiente. Era impossível ficar parado enquanto os animadores ensinavam os passos no palco.
* A Estrutura: Além da música alta e contagiante, essas barracas ofereciam grandes áreas de sombra, petiscos típicos como o peixe frito e o acarajé, e drinks tropicais que combinavam perfeitamente com o calor baiano.
A Magia da Noite: Passarela do Álcool foi o destino obrigatório (ou Passarela do Descobrimento), no centro histórico.
É o coração pulsante da cidade durante a noite.

 * O "Capeta": Impossível passar por lá sem notar as inúmeras barracas coloridas oferecendo o famoso "Capeta" — a bebida clássica feita com guaraná em pó, leite condensado e frutas. O visual das frutas empilhadas nas bancas foi um espetáculo à parte.

* Artesanato e Gastronomia: O passeio noturno permitiu caminhar sem pressa entre as lojas de artesanato local, comprar lembranças de fitinhas do Bonfim e escolher um dos muitos restaurantes e saborear a tradicional moqueca baiana.
* O Casario Histórico: A iluminação noturna valoriza a arquitetura colonial das casas coloridas, criando um cenário nostálgico e romântico para uma caminhada após o jantar.

Porto Seguro tem essa capacidade de ser, ao mesmo tempo, um lugar de festa intensa e de momentos relaxantes à beira-mar.



RUBY no blog " Elas ... "

"Eu preciso te jogar contra a parede e, finalmente, te ter".

"A noite está apenas começando. Vem comigo desvendar os mistérios que só a escuridão consegue revelar".

"Cada momento ao seu lado é um presente, e esta noite, quero expressar todo o meu amor por você de uma forma que só nós dois entendemos". 

quinta-feira, 19 de março de 2026

ÂNGELA MARIA

A década de 1970 no interior de São Paulo tinha uma mística muito particular.


Era um Brasil que se modernizava rápido, mas onde o romantismo ainda seguia o ritmo das serestas e das grandes vozes do rádio.
Conhecer a Rosângela naquela viagem a São José do Rio Preto  enquanto trabalhava pela região, foi um encontro de destinos digno de uma letra de canção.

Rio Preto já era um polo importante, mas ainda conservava aquele charme de "cidade grande do interior", com suas praças bem cuidadas e noites em que a música era o fio condutor dos sentimentos.

Embora tenha sido coroada a Rainha do Rádio nos anos 50, Angela Maria chegou à década de 1970 como uma instituição da música brasileira.


Ela não era apenas uma cantora; era a voz que traduzia as dores e as delícias do amor como ninguém.

* A Voz Impecável: Naquela época, ela já tinha uma técnica perfeita. A extensão vocal e o controle emocional faziam com que músicas como "Babalu", "Cinderela" ou "Orgulho" soassem sempre atuais para quem estava apaixonado.

* O Resgate da Seresta: Nos anos 70, Angela Maria e Nelson Gonçalves (seu eterno parceiro) mantiveram viva a chama do bolero e da seresta, gêneros que serviam de trilha sonora ideal para os namorados que buscavam algo mais profundo e lírico.

 * Presença de Palco: Ela exalava uma elegância clássica, e ouvi-la no rádio enquanto  estávamos juntos em Rio Preto trazia uma sofisticação que elevava qualquer momento simples a algo memorável.

Relembrar de São José do Rio Preto, sob o céu estrelado do noroeste paulista, evoca cenas muito bonitas:


Nós gostávamos de ouvir as canções de Ângela Maria, a "Sapoti" nos Anos 70 .
O som da Angela Maria vindo de uma vitrola criava um "casulo" onde só existiam nós dois. 

Passeando pela Represa Municipal ou pelas ruas arborizadas do centro, conversando sobre o futuro e sentindo aquele friozinho que as noites do interior paulista costumam ter, sempre com a melodia de um bolero ecoando na mente.

São José do Rio Preto, Rosângela e a voz de Angela Maria formam um triângulo de memória perfeito: o lugar, a pessoa e a trilha sonora.



ROSÂNGELA no blog " Elas ... "

"Você acredita em amor à primeira vista, ou devo passar de novo?".

"Feito com açúcar, pimenta e um toque de ousadia."

"Desista de ser quem você deveria ser e abrace quem você é."

domingo, 15 de março de 2026

TITÃS

Os Titãs foram, sem dúvida, um dos pilares da explosão do rock nacional nos anos 80, trazendo uma mistura única de irreverência, intelecto e uma sonoridade que transitava entre o pop e o pós-punk.
A banda se destacou no cenário brasileiro por sua formação numerosa e pela diversidade de compositores e vocalistas. No início da década, com o álbum Televisão eles já mostravam a que vinham com o icônico Cabeça Dinossauro

O grupo atingiu um novo patamar de crueza e crítica social, com sucessos como "Polícia", "Família" e "Homem Primata".
Logo em seguida, o disco Jesus não Tem Dentes no País dos Banguelas consolidou a banda como uma força criativa inesgotável, misturando batidas eletrônicas e letras afiadas. 

Assistir a um show deles nessa época era presenciar uma energia explosiva no palco, onde cada integrante trazia uma personalidade diferente, tornando a experiência visual e sonora inesquecível.
Dividir a plateia de um show dos Titãs com alguém especial, como a Carmem, cria uma camada emocional muito forte sobre as canções. 

Embora a banda tivesse um lado muito "rocker", eles também sabiam tocar o coração com baladas que se tornaram hinos de muitas gerações.
É fácil imaginar a emoção ao ouvir faixas como "Epitáfio" ou a sensível "Pra Dizer Adeus". São músicas que convidam à reflexão e ao companheirismo, perfeitas para serem apreciadas a dois.

A música serve como uma "cápsula do tempo", onde cada acorde traz de volta o sorriso e a companhia daquela noite







"Como já bem cantou o Chorão: deixa eu te beijar até você sentir vontade de tirar a roupa."

"Seus lábios têm um convite irrecusável."

"Você é como um livro emocionante, eu estou ansioso para desvendar cada página escondida."

quarta-feira, 4 de março de 2026

RITCHIE

 Que lembrança nostálgica e especial! 

Assistir  Ritchie ao vivo nos anos 80, em Campo Grande, junto com Leda, foi uma experiência carregada de energia.

Afinal, ele era o rosto (e a voz) do que havia de mais moderno no pop-rock brasileiro daquela época.

O Fenômeno Ritchie e o Voo do "Voo de Coração":

Ritchie (Richard David Court) chegou ao Brasil nos anos 70, mas foi em 1983 que ele literalmente parou o país. 

O álbum Voo de Coração é um dos pilares do pop nacional.

* Menina Veneno: Foi o divisor de águas. Com aquele sintetizador icônico e a letra misteriosa sobre uma mulher com "abajur cor de carne", a música bateu recordes de execução nas rádios, superando medalhões da MPB.

 A Estética Synth-Pop: Ritchie trouxe para o Brasil a sonoridade que brilhava lá fora com bandas como Tears for Fears. Era um som limpo, moderno e muito romântico, perfeito para os bailes e shows da época.

Além de "Menina Veneno", o show teve sucessos como "Pelo Interfone", "A Vida Tem Dessas Coisas" e a própria "Voo de Coração".

Ir a um show em Campo Grande nessa década tinha um charme único. A cidade estava em plena expansão cultural e receber um artista que era o número 1 das paradas transformava a noite em um evento histórico.

Momentos assim, compartilhados com alguém especial, tornam a música uma "âncora temporal".

 * A Trilha Sonora: Músicas como "A Vida Tem Dessas Coisas" têm uma melodia suave que convida à proximidade. No escurinho do show, em meio à multidão, era o cenário ideal para trocar olhares e criar memórias que duram décadas .

A Nostalgia: Hoje, ao ouvir Ritchie, não se ouve apenas a voz dele; sinto o clima daquela noite, o perfume da época e a companhia da Leda. É a prova de que a música é, na verdade, uma máquina do tempo emocional.



LEDA no blog " Elas... "

"A arte da sedução é deixar uma pessoa em chamas sem lhe tocar".

"Meu sorriso é de uma menina sonhadora, de uma mulher sedutora e de uma amante dominadora".

"Feita com açúcar, pimenta e um toque de ousadia"


terça-feira, 3 de março de 2026

MARATAÍZES

Falar de Marataízes no final da década de 1970 é evocar a "Época de Ouro" da nossa Pérola do Sul.


Naquele tempo, Marataízes não era apenas uma praia; era o destino, o ponto de encontro da elegância e da boemia de todo o Espírito Santo (e muito frequentada pelos mineiros e o pessoal de Cachoeiro).

Relembrar de ir com Teresa Cristina de Vitória para descer o litoral sul é visualizar um cenário de descobertas e um romantismo solar.

Nessa época, a cidade exalava um charme que misturava a rusticidade das vilas de pescadores com o agito dos veraneios badalados.

* O Hotel Praia: Era o grande ícone arquitetônico. 

 Era o símbolo de uma Marataízes imponente.

* O Ciclo do Abacaxi: O perfume de abacaxi "Pérola" tomava conta do ar em certas épocas. Era comum ver os caminhões carregados e as bancas vendendo a fruta docíssima.

* A Praia da Colônia e do Centro: O mar era o grande protagonista. No final dos anos 70, a orla ainda era muito preservada, com as castanheiras oferecendo aquela sombra generosa para esticar a esteira e conversar por horas.

Os momentos com Teresa Cristina

 * O Clássico da Lagoa do Siri: Um passeio obrigatório. O encontro da água doce com a salgada era o lugar perfeito para um banho demorado .

E depois dividindo um peixe frito ou um siri catado em uma das mesinhas simples, com os pés na areia e a brisa do mar selando o dia.

* As Falésias de Marataízes: Talvez o ponto mais poético. Caminhar com Teresa Cristina ao pé daquelas enormes paredes de terra colorida, com o mar batendo logo ali, trazia uma sensação de isolamento do resto do mundo.

Era o lugar ideal para fotos que, com certeza, ficaram lindas com o contraste do azul do céu e o laranja das falésias.

* O Pôr do Sol no "Pontal": Assistir ao sol se esconder no Rio Itapemirim, onde ele encontra o mar, era um espetáculo gratuito e emocionante. A luz dourada refletida na água criava o clima perfeito para um abraço mais apertado.

 * A Noite em Marataízes: No final da década de 70, o movimento noturno era vibrante. 

Seja o som de uma banda local ou apenas caminhado pela orla iluminada, sob o luar, sentindo a energia de uma cidade que nunca parecia dormir no verão.

Marataízes era o refúgio onde o tempo parecia passar mais devagar para quem estava apaixonado.



TERESA CRISTINA no blog   

  "Te decifrar virou meu passatempo favorito". 

 "Sonhei algo bem picante com você ontem". 

 "Adoro imaginar sua boca explorando meu corpo".